domingo, 1 de março de 2020

Março, mês de São José


O homem a quem o próprio Deus chamou de “pai”; um santo venerado pelos santos

A Igreja presta a São José um culto de protodulia, ou seja, uma veneração dedicada àquele que ocupa o primeiro lugar na lista dos santos. E certamente não é para menos quando se trata de honrar o homem que foi escolhido por Deus para nada menos do que ser chamado de “papai” pelo próprio Deus feito carne!

Todos os anos, no dia 19 de março, os sacerdotes trocam os paramentos roxos da Quaresma pelo branco da festa a fim de celebrar um dos máximos santos de todos os tempos. É um dos dois dias especialmente dedicados a São José. O outro é 1º de maio, quando o santo carpinteiro é celebrado justamente como padroeiro dos trabalhadores. Além do dia 19, o mês inteiro de março é especialmente dedicado a honrar o esposo e pai São José.

Santo venerado por santos

Embora tenha cumprido no silêncio e na sublime humildade a sua missão de esposo e protetor de Nossa Senhora e de pai adotivo e guardião terreno de Jesus, São José teve a sua grandiosidade reconhecida por todos os santos, pelos papas e pelo próprio Jesus, que, numa aparição a Santa Margarida de Cortona, declarou:

“Filha, se desejas fazer-me algo agradável, rogo-te que não deixes passar um dia sem render algum tributo de louvor e bênção ao meu pai adotivo, São José, que me é caríssimo”.

Santo Afonso Maria de Ligório afirmou que Deus concedeu a São José todos os dons que concedeu a todos os outros santos juntos.

São Francisco de Sales, doutor da Igreja, escreveu:

“São José ultrapassou, na pureza, os anjos da mais alta hierarquia”.

São Jerônimo, também doutor da Igreja e tradutor oficial da Bíblia, registrou:

“José mereceu o nome de Justo porque possuía, de modo perfeito, todas as virtudes”.

São Bernardo, uma das maiores eminências da história da Igreja, declarou:

“De sua vocação, considerai a multiplicidade, a excelência, a sublimidade dos dons sobrenaturais com que foi enriquecido por Deus”.

E um dos mais extraordinários testemunhos sobre São José foi escrito por uma das mais extraordinárias mulheres santas da longa e riquíssima história do cristianismo: a doutora da Igreja Santa Teresa de Ávila, uma das máximas devotas do santo pai adotivo de Jesus Cristo. Em sua autobiografia “Livro da Vida”, ela deixou escrito:

“Tomei por advogado e senhor o glorioso São José e muito me encomendei a ele. Claramente, vi que dessa necessidade, como de outras maiores referentes à honra e à perda da alma, esse pai e senhor meu salvou-me com maior lucro do que eu lhe sabia pedir. Não me recordo de lhe haver, até agora, suplicado graça que tenha deixado de obter. Coisa admirável são os grandes favores que Deus me tem feito por intermédio desse bem-aventurado santo, e os perigos de que me tem livrado, tanto do corpo como da alma. A outros santos parece o Senhor ter dado graça para socorrer numa determinada necessidade. Ao glorioso São José tenho experiência de que socorre em todas. O Senhor quer dar a entender com isso como lhe foi submisso na terra, onde São José, como pai adotivo, o podia mandar, assim no céu atende a todos os seus pedidos. Por experiência, o mesmo viram outras pessoas a quem eu aconselhava encomendar-se a ele. A todos quisera persuadir que fossem devotos desse glorioso santo, pela experiência que tenho de quantos bens alcança de Deus. De alguns anos para cá, no dia de sua festa, sempre lhe peço algum favor especial. Nunca deixei de ser atendida”.

Fonte: Aleteia

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