quarta-feira, 14 de outubro de 2020

Consagração a São José

Ó Glorioso São José, que Deus escolheu para Pai putativo de Jesus, para Esposo puríssimo da Virgem Maria e chefe da Sagrada Família, e que o Sumo Pontífice declarou Padroeiro e Protetor da Igreja Católica Apostólica Romana, fundada por Jesus Cristo, eu recorro a vós neste momento e imploro, com a maior confiança, o vosso poderoso auxílio para toda a Igreja militante.

Protegei especialmente, com o vosso amor verdadeiramente paternal, o Vigário de Cristo e todos os Bispos e sacerdotes, unidos à Santa Sé de Pedro.

Defendei os que trabalham pela salvação das almas, entre as angústias e tribulações desta vida, e fazei que todos os povos da Terra se sujeitem docilmente à Igreja, que é o meio de salvação necessário para todos.

Dignai-vos também, meu querido São José, aceitar a consagração que vos faço de mim mesmo. Eu me ofereço todo a vós, para que sejais sempre o meu Pai, o meu protetor e o meu guia no caminho da salvação. Alcançai-me uma grande pureza de coração e um amor ardente à vida interior.

Fazei que, seguindo o vosso exemplo, todas as minhas obras sejam dirigidas para a maior glória de Deus, em união com o Coração Divino de Jesus, com o Coração Imaculado de Maria, e convosco. Amém.

terça-feira, 13 de outubro de 2020

A importante presença de São José em Fátima

Sobre as aparições da Virgem de Fátima em Portugal muitas pessoas devem ter ouvido falar do “Milagre do Sol” de 1917, mas poucos sabem que São José também esteve presente na visão da Irmã Lúcia.

A Serva de Deus e vidente de Fátima, Irmã Lúcia, descreveu a aparição em suas memórias: “Desaparecida Nossa Senhora, na imensa distância do firmamento, vimos, ao lado do sol, São José com o Menino e Nossa Senhora vestida de branco, com um manto azul. São José com o Menino pareciam abençoar o Mundo com uns gestos que faziam com a mão em forma de cruz”.

“Isto reitera a importância do papel de São José dentro da Igreja. Diz muito sobre nosso mundo de hoje. É o gigante silencioso, amigo esquecido que está constantemente presente”, explicou Mike Wick, diretor executivo do Instituto on Religious Life, apostolado que promove e apoia o crescimento, o desenvolvimento e a renovação da vida consagrada.

Além disso, Wick disse que a presença da Sagrada Família na última aparição de Fátima é um “lembrete oportuno” de que a Igreja deve ser a “família de Deus”.

“São José, que é o chefe da Sagrada Família, nos dá grande instrução sobre o plano de Deus”, acrescentou.

Nesse sentido, Mons. Joseph Cirrincione, estudioso há mais de 40 anos das aparições de Fátima, detalhou em seu livro “St. Joseph, Fatima and Fatherhood” (1989) que as aparições são, definitivamente, um lembrete da importância da paternidade.

“A paternidade de São José, assim como com todos os pais humanos, é o reflexo em uma criatura da paternidade de Deus Pai. A visão de São José e do Menino Jesus abençoando o mundo com Maria ao lado do sol, que não deixou o seu lugar, é a segurança de Deus de que, embora o homem possa rechaçá-lo, Deus nunca rechaçará o homem”, enfatizou.

Quando a pacífica cena familiar é interrompida pelos giros do sol durante o Milagre do Sol, Mons. Cirrincione acredita que se trata de “um presságio sinistro das consequências para o mundo, que certamente se sentirão se a verdadeira paternidade de Deus e o tradicional forte papel do pai da família são rechaçados pela humanidade”.

“O Milagre do Sol representa não tanto uma ameaça de males futuros, mas um presságio do destronamento de Deus Pai e uma indicação das terríveis consequências que seguirão”, ressaltou.

Mons. Cirrincione explicou “que a paternidade humana, como reflexo da paternidade de Deus, foi desenhada para ser o pilar da família” e que o “desaparecimento da estima pela paternidade levou ao colapso desse pilar e a desintegração da família”.

No século IX, o Papa Leão XIII consagrou o mês de outubro à Virgem do Rosário – título com o qual Maria chamou a si mesma em Fátima –, e na sua encíclica Quamquam Pluries (Devoção a São José) de 1889, o Papa pediu “que o povo cristão invocasse constantemente, com grande devoção e confiança, junto com a Mãe de Deus, o seu casto esposo São José”.

Porque era “muito importante a devoção a São José”, este Papa escreveu e ofereceu uma oração ao Santo Custódio para que fosse recitada depois do Rosário, durante o mês de outubro.

Fonte: Acidigital

Sexta aparição de Nossa Senhora em Fátima - 13 de Outubro de 1917

Já era o outono. Uma chuva persistente e forte transformara a Cova da Iria num lamaçal e encharcava a multidão de 50 a 70 mil peregrinos, vindos de todos os cantos de Portugal. Assim que chegaram os videntes, Lúcia pediu que fechassem os guarda-chuvas para rezarem o Terço. E, pouco depois, houve o reflexo de luz e Nossa Senhora apareceu sobre a carrasqueira.

(Relato da aparição em português de Portugal)

«– Que é que Vossemecê me quer?
– Quero dizer-te que façam aqui uma capela em Minha honra, que sou a Senhora do Rosário, que continuem sempre a rezar o Terço todos os dias. A guerra vai acabar [ainda hoje] e os militares voltarão em breve para as suas casas.
– Eu tinha muitas coisas para Lhe pedir: se curava uns doentes e se convertia uns pecadores, etc.
– Uns sim, outros não. É preciso que se emendem, que peçam perdão dos seus pecados.
E tomando um aspecto mais triste:
– Não ofendam mais a Nosso Senhor que já está muito ofendido! {Se o povo se emendar, acaba a guerra e, se não se emendar, acaba o mundo.}
[– Ainda me quer mais alguma coisa?
– Já não quero mais nada.]
E, abrindo as mãos, fê-las reflectir no Sol. E enquanto que se elevava, continuava o reflexo da sua própria luz a projectar no Sol.
[...]
Desaparecida Nossa Senhora na imensa distância do firmamento, vimos, ao lado do sol, S. José com o Menino e Nossa Senhora vestida de branco, com um manto azul. São José com o Menino pareciam abençoar o Mundo, com os gestos que faziam com a mão em forma de cruz. Pouco depois, desvanecida esta aparição, vi Nosso Senhor e Nossa Senhora que me dava a ideia de ser Nossa Senhora das Dores. Nosso Senhor parecia abençoar o mundo da mesma forma que São José. Desvaneceu-se esta aparição e pareceu-me ver ainda Nossa Senhora em forma semelhante a Nossa Senhora do Carmo.»


O Milagre do Sol

E (Nossa Senhora), abrindo as mãos, fê-las refletir no sol, e enquanto Se elevava, continuava o reflexo da sua própria luz a projetar-se no sol

Chovera durante toda a aparição.

Lúcia, no término de seu colóquio com Nossa Senhora, gritara para o povo: “Olhem para o sol!” Rasgam-se as nuvens, e o sol aparece como um imenso disco de prata. Apesar de seu intenso brilho, pode ser olhado diretamente sem ferir a vista. As pessoas o contemplam absortas quando, de súbito, o astro se põe a “bailar”. Gira rapidamente como uma gigantesca roda de fogo. Pára de repente, para dentro em pouco recomeçar o giro sobre si mesmo numa espantosa velocidade. Finalmente, num turbilhão vertiginoso, seus bordos adquirem uma cor escarlate, espargindo chamas vermelhas em todas as direções. Esses fachos refletem-se no solo, nas árvores, nos arbustos, nas faces voltadas para o céu, reluzindo com todas as cores do arco-íris. O disco de fogo rodopia loucamente três vezes, com cores cada vez mais intensas, treme espantosamente e, descrevendo um ziguezague descomunal, precipita-se em direção à multidão aterrorizada. Um único e imenso grito escapa de todas as bocas. Todos caem de joelhos na lama e pensam que vão ser consumidos pelo fogo. Muitos rezam em voz alta o ato de contrição. Pouco a pouco, o sol começa a se elevar traçando o mesmo ziguezague, até o ponto do horizonte de onde havia descido. Torna-se então impossível fitá-lo. É novamente o sol normal de todos os dias.

O ciclo das visões de Fátima estava encerrado.

Os prodígios haviam durado cerca de 10 minutos. Todos se entreolhavam perturbados. Depois, a alegria explodiu: “O milagre! As crianças tinham razão!” Os gritos de entusiasmo ecoavam pelas colinas adjacentes, e muitos notavam que sua roupa, encharcada alguns minutos antes, estava completamente seca.

O milagre do sol pôde ser observado a uma distância de até 40 quilômetros do local das aparições.

Fontes: Santuário de Fátima e Arautos

segunda-feira, 12 de outubro de 2020

O Beato Carlo Acutis e as aparições marianas

 
O Beato Carlo Acutis já é conhecido por ter divulgado inúmeros milagres eucarísticos ao redor do mundo. Porém, algo que pode passar despercebido, é o fato de ele também ter realizado uma coleta acerca de inúmeras aparições marianas ao redor do mundo. Carlo era apaixonado por Nossa Senhora, e dizia que, se Ela vinha do Céu nos falar, não deveríamos ficar indiferentes. O Beato tinha ainda especial carinho pelas aparições de Fátima e Lourdes. Indo inclusive aos santuários marianos.

Nossa Senhora Aparecida e do Pilar, a mesma Mãe

Hoje Brasil e Espanha (e também todos os países hispânicos) alegram-se na celebração de suas padroeiras, respectivamente Nossa Senhora Aparecida e Nossa Senhora do Pilar, que são a mesma Mãe de Deus! Rogai por nós!

Memória do Beato Carlo Acutis


Hoje, com grande alegria, celebramos pela primeira vez a memória do Beato Carlo Acutis!
Rogai por nós Anjo da Juventude!

Solenidade de Nossa Senhora da Conceição Aparecida, Padroeira do Brasil

1) Deus quer ser honrado pelos povos. — Hoje, dia em que celebramos a solenidade de nossa Padroeira, a SS. Virgem da Conceição Aparecida, queremos erguer aos céus nossas mãos suplicantes e rogar ao Deus três vezes santo, confiando na intercessão de Maria Imaculada, pelo bem de todo o nosso país. Nós, que tivemos a graça de receber o dom da fé católica, sabemos que, assim como os outros povos, também o Brasil tem a sua vocação específica, porque não só os indivíduos, tomados isoladamente, são chamados a participar dos projetos divinos, senão que as famílias e as comunidades que formamos têm, também elas, o seu lugar próprio nos planos providenciais do Altíssimo: Ele quer ser honrado e servido tanto por cada homem em particular como pelo conjunto das nações e dos estados — é um direito seu, como Senhor e Criador da humanidade, em sua dimensão individual e social.

2) Vocação evangelizadora. — Unido estreitamente à história de Portugal, o Brasil, abençoada Terra de Santa Cruz, tem a missão de ser um povo evangelizador, de levar a luz de Cristo aos lugares aos quais ela ainda não chegou ou, infelizmente, onde ela quase se extinguiu. Eis a nossa tarefa, mas não porque sejamos um povo melhor do que os outros, mais bem preparados, mais cultos, mais ricos; não porque tenhamos “merecido” aos olhos de Deus ser distinguidos com uma missão especial. A história sagrada nos mostra, muito ao contrário, que são justamente os pobres e pequeninos, aqueles que aos olhos do mundo parecem não prometer nada de grandioso, que o Senhor escolhe com preferência e predileção para levar a cabo os seus desígnios. Disso é prova nada menos do que a própria Igreja, um milagre moral de santidade e beleza cujos fundamentos são doze simples judeus, quase todos sem instrução, sem recursos, mas inflamados daquela santíssima e apostólica caridade que faz os humildes superarem os poderosos da terra.

3) Fazer, na fé, tudo o que nos manda Jesus. — Mas para que cumpramos efetivamente este encargo que Deus nos confiou precisamos ser fiéis à nossa vocação, fiéis às nossas origens católicas, fiéis à sã doutrina com que os portugueses ilustraram nossas terras, instruíram nossa gente, conquistaram o nosso coração para aquela que é a Senhora e Rainha de todos os brasileiros. Emancipemo-nos de uma vez para sempre dessa ilusão, tão falsa quanto venenosa, de que estamos fadados a ser o povo “do carnaval, do futebol e do sexo fácil”. Deus nos quer grandes entre os seus santos, e foi por isso que nos colocou sob o amparo daquela que, exaltada sobre todos os coros angélicos, reina ao lado de Cristo e chama todos os seus súditos à obediência da fé e do amor: “Fazei tudo o que Ele vos disser”, ainda que nos custa, por menos que entendamos, agora, os desígnios de Deus. — Agarrados ao manto de nossa Mãe concebida sem pecado, demos graças e glória Àquele que, uno e trino, nos fulgores do seu trono celeste, governa o Brasil com mão paterna e está sempre disposto a cumular-nos com os bens que realmente importam.

Fonte: Padre Paulo Ricardo